Empresas estão colocando SEO e otimização para IA no orçamento antes mesmo de saber exatamente como medir visibilidade em IA. Uma nova pesquisa do Search Engine Journal encontrou um contraste claro: 43% dos profissionais pesquisados pretendem investir ou priorizar GEO no próximo ano, enquanto apenas 9% dizem ter muita confiança na forma como medem e interpretam a visibilidade em inteligência artificial.
O número não significa que GEO esteja fracassando. Ele mostra um problema anterior: a velocidade do investimento está maior do que a maturidade da mensuração.
Resumo
- 43% dos respondentes pretendem investir ou priorizar GEO no próximo ano.
- Apenas 9% dizem ter muita confiança na mensuração da visibilidade em IA.
- 14% apontaram otimização para answer engines entre os maiores geradores de resultados.
- 81% esperam manter ou aumentar o investimento em SEO.
GEO está ganhando orçamento mais rápido do que resultados comprovados
Esse é um dos contrastes centrais do levantamento. Apenas 14% dos profissionais consultados apontaram a otimização para mecanismos de resposta com IA entre as atividades que mais geram resultados atualmente.
Ao mesmo tempo, 43% pretendem investir ou priorizar GEO no próximo ano.
O Search Engine Journal identifica essa diferença como a maior distância entre resultado reportado hoje e prioridade futura encontrada pela pesquisa.
| Indicador da pesquisa | Percentual |
|---|---|
| Pretendem investir ou priorizar GEO | 43% |
| Apontam otimização para answer engines entre maiores geradores de resultado | 14% |
| Muito confiantes em medir visibilidade em IA | 9% |
| Esperam manter ou aumentar investimento em SEO | 81% |
Isso não é argumento para abandonar AIO, GEO ou AEO. É argumento para evitar transformar uma tendência real em um projeto sem objetivo mensurável.
Como saber se aparecer em IA está trazendo resultado?
Essa é justamente a parte que ainda não amadureceu na mesma velocidade das ferramentas.
Citações, menções, presença em respostas, links e sessões vindas de assistentes ajudam a construir um quadro. Mas nenhuma dessas métricas, isoladamente, responde se a estratégia trouxe mais oportunidades comerciais.
Eu já vinha defendendo essa leitura antes de GEO virar uma prioridade tão explícita: ranking, impressões, cliques e sessões são métricas úteis, mas uma empresa precisa conectá-las a leads, oportunidades e receita.
A chegada de LLMs não muda esse princípio. Ela simplesmente adiciona indicadores ao caminho.
Por isso, uma operação de KPIs de SEO pode incorporar visibilidade em AI Overviews, AI Mode, ChatGPT, Gemini e outros mecanismos sem trocar todas as métricas anteriores por um novo placar de menções.
Tráfego menor não significa necessariamente menos resultado
Outro dado do levantamento ajuda a explicar a mudança. Entre os respondentes, 39% disseram ter visto o tráfego cair ou permanecer estável enquanto leads e conversões se mantiveram ou melhoraram.
Somente 15% relataram perda simultânea de tráfego e conversões.
Esses dados pertencem à amostra do SEJ e não devem ser generalizados para qualquer site. Mesmo assim, levantam uma pergunta necessária: estamos avaliando ROI de SEO pelo número de visitas ou pelo papel do canal na aquisição?
Uma queda de sessões pode ser ruim. Mas uma queda de sessões informacionais sem queda nas conversões conta uma história diferente de perder buscas comerciais e oportunidades.
É por isso que uma queda no tráfego orgânico exige diagnóstico, não pânico.
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SEO continua recebendo investimento mesmo com a mudança da busca
O levantamento também contraria uma narrativa recorrente de que empresas estariam simplesmente abandonando SEO em favor de IA.
Entre os participantes, 81% esperam aumentar ou manter o investimento em SEO no próximo ano. Mesmo entre organizações que relataram impacto negativo significativo da busca com IA, 44% planejam ampliar o investimento, enquanto 16% esperam reduzi-lo.
Isso sugere adaptação, não substituição.
Na prática, GEO continua dependendo de várias bases conhecidas de SEO técnico, conteúdo, autoridade e organização da informação. A interface de descoberta muda, mas uma página que não pode ser rastreada, compreendida ou associada a uma fonte confiável continua começando em desvantagem.
IA também está mudando a produção de conteúdo
Os dados do SEJ mostram que 66% dos participantes já utilizam IA para pesquisa, outlines ou briefs. Outros 49% usam rascunhos produzidos por IA com forte intervenção humana.
Ao mesmo tempo, 54% apontaram o volume de conteúdo produzido por IA como uma preocupação relevante.
Esse contraste ajuda a entender por que qualidade de conteúdo não pode ser substituída simplesmente por produtividade.
Eu costumo olhar a estratégia inteira antes de decidir onde colocar mais verba. Se um site não converte, acelerar aquisição não resolve. O mesmo vale para conteúdo: produzir muito mais rápido não significa criar algo que mereça aparecer, ser citado ou gerar negócio.
GEO precisa sair da fase de entusiasmo e entrar na fase de medir visibilidade em IA
A pesquisa não mostra que GEO seja dispensável. Mostra justamente o contrário: empresas estão se preparando para um ambiente em que descoberta não acontece apenas na lista tradicional de resultados.
Mas investimento sem critério de sucesso vira aposta. O trabalho agora é definir o que significa visibilidade útil para cada negócio, acompanhar citações e tráfego quando disponíveis e, principalmente, conectar esses sinais ao funil comercial.
Se sua empresa precisa estruturar SEO, GEO e AIO sem trocar resultado por uma nova coleção de métricas de vaidade, fale com a Agência Henshin.
Perguntas frequentes (FAQ)
Na pesquisa divulgada pelo Search Engine Journal, 43% dos respondentes disseram que pretendem investir ou priorizar GEO durante o próximo ano. Esse percentual pertence à amostra do levantamento e não deve ser interpretado automaticamente como representação de todo o mercado mundial.
A pesquisa indica que essa ainda é uma dificuldade. Apenas 9% dos participantes disseram ter muita confiança em sua capacidade de medir e interpretar visibilidade em IA. Entre organizações que pretendem priorizar GEO, 92% ainda não demonstram confiança completa nos dados.
Os dados não mostram uma substituição simples. O levantamento encontrou 81% dos respondentes esperando manter ou aumentar investimentos em SEO. GEO acrescenta novas superfícies e métricas à estratégia, mas continua dependendo de fundamentos técnicos, conteúdo, autoridade e estrutura que também sustentam SEO.
A medição pode combinar menções de marca, citações, presença em respostas, links, sessões vindas de ferramentas de IA e exposição em recursos generativos. Para empresas, esses sinais precisam ser relacionados a conversões, leads, oportunidades e receita sempre que os dados disponíveis permitirem.
Não necessariamente. Tudo depende de quais visitas foram perdidas e do efeito sobre conversões e receita. A própria pesquisa encontrou participantes com tráfego estável ou menor enquanto leads e conversões se mantiveram ou melhoraram, mostrando por que sessões não devem ser analisadas isoladamente.







