90% das empresas estão tomando medidas para garantir visibilidade em SEO
A visibilidade em SEO torna-se tema crítico para gestores e proprietários de empresa. Recentemente, uma pesquisa conduzida por Ann Smarty revelou que cerca de 90 % das organizações estão apreensivas com a possibilidade de não serem encontradas online devido à ascensão de modelos de linguagem (LLMs) e à transformação em “answer engines”.
Para empresas que não dispõem de equipe especializada em marketing digital, esse dado reforça a urgência de compreender como a descoberta na web e a visibilidade em SEO evoluem na era da IA.
Este texto aborda os últimos acontecimentos identificados nas pesquisas, os impactos e o que as organizações podem considerar ao atuar com o apoio de uma agência digital.
Por que a visibilidade em SEO está na berlinda?
Há um deslocamento: ao invés de utilizar exclusivamente mecanismos de busca tradicionais, como Google Search, usuários estão recorrendo cada vez mais a interfaces de IA que fornecem respostas diretas. Esse movimento reduz a “porta de entrada” tradicional e afeta a visibilidade em SEO de empresas que dependem de cliques orgânicos.
Dados que chamam atenção
- A pesquisa de Ann Smarty aponta que 87,8 % das empresas estão preocupadas com sua “achabilidade online” no contexto de IA.
- 85,7 % das organizações já estão investindo ou planejam investir em otimização para IA/LLMs.
- 61,2 % das empresas pretendem aumentar o orçamento dedicado à visibilidade em SEO motivadas pela IA.

Implicações para os gestores
Para quem está à frente de uma empresa sem equipe técnica, estes números indicam que:
- o tráfego orgânico tradicional pode perder relevância como fonte principal de descoberta;
- a “visibilidade em SEO” não é apenas sobre aparecer nos mecanismos de busca, mas também sobre estar presente em respostas geradas por IA;
- Investir em marketing digital não é mais uma opção: torna-se parte do cuidado com a presença digital da empresa.
O que os estudos recentes mostram sobre conversão e IA?
Um estudo envolvendo 973 sites de e-commerce, com US$ 20 bilhões em receita anual combinada, analisou o tráfego proveniente de ChatGPT e outros modelos de linguagem (LLMs). Os resultados principais:
- o tráfego proveniente de ChatGPT representou cerca de 0,2 % das sessões totais — cerca de 200 vezes menor que o tráfego orgânico de mecanismos de busca tradicionais.
- Embora o bounce rate (taxa de rejeição) fosse mais baixo em canais de IA — sugerindo relevância no clique —, a taxa de conversão e a receita por sessão foram significativamente inferiores ao tráfego orgânico de busca.

Como isso afeta a visibilidade em SEO
Apesar de o SEO (tradicional) ainda ter importância, esses dados indicam que:
- mesmo quando a empresa aparece como referência em uma plataforma de IA, isso não se traduz automaticamente em vendas;
- a “visibilidade em SEO” passa a ter um componente novo: não basta aparecer no mecanismo de busca, mas também ter presença em resultados gerados por IA.
Panorama para empresas sem expertise digital
Para empresas que não dominam o digital:
- a prioridade pode ser garantir que a marca esteja “encontrável” tanto em busca tradicional quanto em interfaces de IA;
- entender que aparecer não é suficiente: a conversão (venda ou contato) ainda depende da forma como o usuário chega e como o site responde ao clique;
- avaliar com apoio de uma agência especializada os ajustes técnicos e de conteúdo necessários para manter vantagem competitiva.
Quais os pilares da nova visibilidade em SEO para assistentes de IA?
Vejamos agora o que dá base a essa estratégia de busca vigente.
Termos em uso: “SEO for AI”, “GEO”
Segundo a pesquisa de Ann Smarty, há preferência por usar termos como “SEO for AI” (aproximadamente 49 %) ou “GEO – Generative Engine Optimization” (aproximadamente 41 %) para descrever o trabalho de aparecer em plataformas de IA.
Principais áreas para foco
1. Autoridade da marca
75,5 % das empresas afirmaram que a prioridade é que a marca seja mencionada em resposta de IA — mesmo sem link de retorno. Isso significa que, além de conteúdos no site, reforço de marca e menções externas passam a fazer parte da visibilidade em SEO.
2. Conteúdo estruturado para IA
Para que a empresa apareça em respostas de IA, o conteúdo deve:
- ser claro, direto e em formato de pergunta/resposta;
- ter dados realistas, atualizados, descobrir como o usuário pergunta e dar resposta útil;
- ter estrutura técnica que permita rastreamento, marcação semântica, boa arquitetura de site.
3. Investimento contínuo e mensuração
Como 61,2 % das empresas planejam aumentar orçamento, fica evidente que investir em visibilidade em SEO hoje passa por dedicar recursos, monitorar resultados e ajustar.
4. Atuação de agência ou suporte especializado
Para gestores que não têm equipe digital interna, faz sentido contar com uma agência que entenda o ambiente de IA + mecanismos tradicionais e que possa executar:
- auditoria de site,
- produção de conteúdo estruturado,
- reforço de marca,
- mensuração de resultados.
Considerações finais
Neste cenário em transformação, a visibilidade em SEO continua sendo relevante, porém com contornos renovados.
A descoberta online está migrando, em parte, da busca tradicional para assistentes de IA. A visibilidade em SEO passa a integrar o contexto de “ser encontrado” por algoritmos de IA e mecanismos de busca. A conversão a partir de IA ainda não iguala a da busca tradicional, mas não por isso o tema deixa de demandar atenção estratégica.
Para empresas que não dominam o ambiente digital, a mensagem é clara: é prudente tratar o SEO de forma profissional, garantindo que a marca seja alcançável tanto pelos tradicionais motores de busca quanto em ambientes de IA. Esse tipo de visibilidade não se resolve apenas com “bom conteúdo”, mas exige alinhamento de marca, conteúdo estruturado, presença técnica e mensuração contínua.
Como CEO da Agência Henshin, reafirmo: conhecer este panorama é o primeiro passo para que sua empresa participe ativamente desse ambiente e não seja surpreendida. Aliás, quer saber como atingir esses patamares na sua estratégia? Entre em contato para falarmos sobre isso.

CEO da Agência Henshin e consultor de marketing digital, fascinado por marketing de conteúdo e admirador da cultura japonesa.






